Cálculo de custos fixos e lucro de uma confeitaria artesanal
custosfinanceirogestão

Custos fixos e pró-labore: como saber se sobra lucro de verdade

Você recebeu R$ 3.000 esse mês e sentiu que foi bom. Mas quanto disso é realmente seu, depois de descontar tudo o que o ateliê consumiu — inclusive o seu próprio trabalho?

Por Rachel — Glacèo·18 de março de 2026·6 min de leitura

Faturar não é o mesmo que lucrar

O erro mais comum de quem começa a vender biscoitos decorados é olhar só para o dinheiro que entra. Você soma o que recebeu no mês, sente que está indo bem, e só percebe o problema quando falta dinheiro pra repor insumo ou pagar uma conta.

Entre o que entra e o que sobra existem três camadas: o custo direto de produção (insumo + embalagem), os custos fixos do ateliê, e o seu pró-labore — o salário que você deveria estar pagando a si mesma por trabalhar.

Os custos que ninguém lembra de contar

Luz e água

O forno, a batedeira e o freezer consomem mais do que parece.

Internet e celular

Você atende cliente, posta no Instagram e recebe Pix por eles.

Aluguel ou parte da casa

Se você usa um cômodo só pra produção, uma parte do aluguel é custo do negócio.

Assinaturas

Sistema de gestão, edição de foto, agendamento — tudo que você paga por mês pro ateliê funcionar.

Depreciação de equipamento

Batedeira, forno e formas se desgastam e um dia precisam ser trocados.

Pró-labore: o salário que você esquece de se pagar

Pró-labore é o valor que você define como seu "salário" por trabalhar no ateliê — independente de quanto sobrou. Sem ele, é fácil confundir faturamento com renda pessoal, e trabalhar meses a fio sem saber quanto realmente ganha por hora.

Defina um valor mensal que faça sentido pro seu tempo dedicado. Esse valor entra na conta igual a qualquer outro custo fixo — ele precisa ser coberto antes de você chamar o resto de "lucro".

Como ratear o custo fixo por biscoito

Some todos os custos fixos mensais (incluindo o pró-labore) e divida pela quantidade de unidades que você produz no mês. O resultado é o quanto cada biscoito "carrega" de custo fixo, além do custo direto de insumo e embalagem.

Exemplo:

Custos fixos + pró-labore somam R$ 2.400/mês. Você produz 400 biscoitos no mês. Custo fixo por unidade: R$ 6,00. Esse valor entra na precificação de cada produto, junto com insumo e embalagem.

Como o Glacèo calcula isso pra você

Na tela de Custos você cadastra seus custos fixos (mensais ou anuais) e o pró-labore desejado. O sistema já rateia esse valor por unidade produzida automaticamente na sugestão de preço de cada produto.

E na tela de Relatórios, a seção Resultado mostra o lucro real do período: recebido menos custo de produção, menos custos fixos do período, menos pró-labore. É o número que realmente importa — não o faturamento bruto.

Perguntas frequentes

Como ratear custos fixos por biscoito?

Some todos os custos fixos mensais — luz, internet, aluguel, assinaturas — e divida pelo número de unidades produzidas no mês; esse valor entra na precificação de cada produto.

Pró-labore deve entrar no preço do biscoito?

Sim. Pró-labore é o seu salário como dona do negócio e deve ser rateado como um custo fixo, senão o "lucro" da confeitaria na verdade está pagando seu próprio trabalho.

Descubra seu lucro real

Cadastre seus custos fixos e pró-labore no Glacèo e veja o resultado do mês calculado automaticamente.

Custos fixos e pró-labore: sobra lucro de verdade? · Glacèo